O livro de Will Kymlicka é uma introdução crítica aos textos que versam sobre teoria da justiça e teoria da comunidade - uma literatura que vem crescendo a passo acelerado. Cada um dos capítulos trata de uma das grandes escolas do pensamento político contemporâneo - o utilitarismo, o
igualitarismo de esquerda, o marxismo, o comunitarismo e o feminismo. São postas em discussão as obras dos mais influentes pensadores anglo-americanos de nossa época, como G.A.Cohen, Ronald Dworkin, Carol Gilligan, R.M.Hare, Catherine Mackinnon, Robert Nozick, Jon Rawls, Jon Roemer, Michael Sandel e Charles Taylor. Embora examine as idéias mais avançadas do pensamento contemporâneo, Kymlicka escreve numa linguagem não técnica, acessível aos leitores que estão a iniciar-se agora neste campo de estudos.
igualitarismo de esquerda, o marxismo, o comunitarismo e o feminismo. São postas em discussão as obras dos mais influentes pensadores anglo-americanos de nossa época, como G.A.Cohen, Ronald Dworkin, Carol Gilligan, R.M.Hare, Catherine Mackinnon, Robert Nozick, Jon Rawls, Jon Roemer, Michael Sandel e Charles Taylor. Embora examine as idéias mais avançadas do pensamento contemporâneo, Kymlicka escreve numa linguagem não técnica, acessível aos leitores que estão a iniciar-se agora neste campo de estudos.Resumo sobre o cap. 7 Feminismo
Aceitar a responsabilidade e reivindicar direitos.
Duas linhas de raciocínio ético:
Justiça: interesse pelo outro, reivindicar direitos - Injustiça Objetiva
Cuidado: interesse pelo outro, aceitar as possibilidades - Dor subjetiva
Problemas da Dor Subjetiva
Importante para os teóricos da justiça limitar as responsabilidades para com o outro, para que haja autonomia e assim se responsabiliza os que não se planejam, penaliza-os pelos atos de descuido. Não é justo para os teoricos da etica da justiça que o que se preocupa com seus planos, que se projeta tenha que ser penalizado pelo que não fez o mesmo.
Expectativas: não tem nehum peso moral para os teóricos da ética da justiça, já que se originam de expectativas egoístas e injustas. As formas moralmente válidas de cuidado pressupõem condições e julgamentos de justiça prévios. A dor subjetiva impõe grande responsabilidade e ameaça a autonomia.
PROJETOS X REIVINDICAÇÕES DOS OUTROS
EXPETATIVAS INJUSTAS
PROJETOS
Para dar certo e não se frustrar precisamos nos precaver, limitar ao possível e ponderar entre o meu desejo(como não dependente do contexto) e nossas responsabilidades diante das situações específicas.
Ambos os teóricos tendem a fundamentar os direitos morais na dor e na felicidade subjetiva, em vez da Injustiça objetiva. Contudo só podemos ser autônomos se limitarmos isso. Estabelecer objetivos particulares à luz do que podem razoavelmente esperar. Passamos assim da dor ou felicidade subjetivas para a injustiça objetiva como base para os direitos morais. Mesmo quando a justiça é menos sensível ao contexto a explicação é moral.
Rawls: a discussão de responsáveis é plausível entre adultos capazes interagindo na vida pública.
ex: um bebê não é responsável de suas necessidades, não se pode esperar que ele atente para o bem-estar dos pais.
Encorajar o cuidar dos outros como plano de vida, o cultivar sem ser de forma geral pode causar a exploração dos que cuidam. Para mudar essa moralidade deve-se prover seus próprios continuadores e não usar o instinto maternal como "desculpa". Para eliminar a desigualdade sexual deve-se unir o público e o doméstico (conciliar trabalho e vida de pais). No momento em que se é responsável por cuidar de um dependente deixam de ser capazes de garantir sua previsibilidade.
Para Baier os teóricos do cuidado sequer pensam na autonomia como ideal. Ruddick chama de holding o pensamento maternal, onde o essencial é conservar os vínculos precede a busca por novas ambições. Nessas visões a autonomia visa satisfazer as necessidades de maneira não servil e diferenciada.
Será que é possível cuidar dos dependentes sem renunciar as noções de responsabilidades, autonomia e justiça?