terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Will Kymlicka e o Feminismo

O livro de Will Kymlicka é uma introdução crítica aos textos que versam sobre teoria da justiça e teoria da comunidade - uma literatura que vem crescendo a passo acelerado. Cada um dos capítulos trata de uma das grandes escolas do pensamento político contemporâneo - o utilitarismo, oigualitarismo de esquerda, o marxismo, o comunitarismo e o feminismo. São postas em discussão as obras dos mais influentes pensadores anglo-americanos de nossa época, como G.A.Cohen, Ronald Dworkin, Carol Gilligan, R.M.Hare, Catherine Mackinnon, Robert Nozick, Jon Rawls, Jon Roemer, Michael Sandel e Charles Taylor. Embora examine as idéias mais avançadas do pensamento contemporâneo, Kymlicka escreve numa linguagem não técnica, acessível aos leitores que estão a iniciar-se agora neste campo de estudos.








Resumo sobre o cap. 7 Feminismo

Aceitar a responsabilidade e reivindicar direitos.
Duas linhas de raciocínio ético:
Justiça: interesse pelo outro, reivindicar direitos - Injustiça Objetiva
Cuidado: interesse pelo outro, aceitar as possibilidades - Dor subjetiva

Problemas da Dor Subjetiva
Importante para os teóricos da justiça limitar as responsabilidades para com o outro, para que haja autonomia e assim se responsabiliza os que não se planejam, penaliza-os pelos atos de descuido. Não é justo para os teoricos da etica da justiça que o que se preocupa com seus planos, que se projeta tenha que ser penalizado pelo que não fez o mesmo.

Expectativas: não tem nehum peso moral para os teóricos da ética da justiça, já que se originam de expectativas egoístas e injustas. As formas moralmente válidas de cuidado pressupõem condições e julgamentos de justiça prévios. A dor subjetiva impõe grande responsabilidade e ameaça a autonomia.

PROJETOS X REIVINDICAÇÕES DOS OUTROS
EXPETATIVAS INJUSTAS


PROJETOS
Para dar certo e não se frustrar precisamos nos precaver, limitar ao possível e ponderar entre o meu desejo(como não dependente do contexto) e nossas responsabilidades diante das situações específicas.

Ambos os teóricos tendem a fundamentar os direitos morais na dor e na felicidade subjetiva, em vez da Injustiça objetiva. Contudo só podemos ser autônomos se limitarmos isso. Estabelecer objetivos particulares à luz do que podem razoavelmente esperar. Passamos assim da dor ou felicidade subjetivas para a injustiça objetiva como base para os direitos morais. Mesmo quando a justiça é menos sensível ao contexto a explicação é moral.
Rawls: a discussão de responsáveis é plausível entre adultos capazes interagindo na vida pública.
ex: um bebê não é responsável de suas necessidades, não se pode esperar que ele atente para o bem-estar dos pais.

Encorajar o cuidar dos outros como plano de vida, o cultivar sem ser de forma geral pode causar a exploração dos que cuidam. Para mudar essa moralidade deve-se prover seus próprios continuadores e não usar o instinto maternal como "desculpa". Para eliminar a desigualdade sexual deve-se unir o público e o doméstico (conciliar trabalho e vida de pais). No momento em que se é responsável por cuidar de um dependente deixam de ser capazes de garantir sua previsibilidade.

Para Baier os teóricos do cuidado sequer pensam na autonomia como ideal. Ruddick chama de holding o pensamento maternal, onde o essencial é conservar os vínculos precede a busca por novas ambições. Nessas visões a autonomia visa satisfazer as necessidades de maneira não servil e diferenciada.

Será que é possível cuidar dos dependentes sem renunciar as noções de responsabilidades, autonomia e justiça?


quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Dicas de Filmes




Sua Alteza, a Secretária

Sinopse: Numa época em que as mulheres não trabalham fora de casa, Cynthia consegue um emprego numa empresa de transportes por ser uma grande operadora de máquinas de escrever. Encantando e ganhando a confiança dos seus colegas homens que a rejeitavam, bem como de seu chefe, John Pritchard, ela põe esses relacionamentos que construiu a prova, quando se envolve num movimento em apoio ao voto feminino, correndo o risco de perder até mesmo o próprio trabalho.

Sorriso de Mona Lisa

Sinopse: Katharine Watson é uma recém-graduada professora que consegue emprego no conceituado colégio Wellesley, para lecionar aulas de História da Arte. Incomodada
com o conservadorismo da sociedade e do próprio colégio em que trabalha, Katharine decide lutar contra estas normas e acaba inspirando suas alunas a enfrentarem os desafios da vida.


Anjos Rebeldes


Sinopse: Filadélfia, setembro de 1912. Duas mulheres lutam pelo direito de voto e desafiam as forças conservadoras dos EUA.


Abaixo o Amor

Sinopse: Barbara Novak é uma bibliotecária e escritora feminista que, em plenos machistas anos 60, escreve um best-seller chamado "Abaixo o Amor", no qual aconselha mulheres desiludidas com a vida amorosa a manterem apenas relacionamentos casuais, focando mais a conquista do sucesso profissional e sua própria independência. O sucesso do livro faz com que Catcher Block, um repórter mulherengo e sedutor decida se envolver com ela apenas para escrever um artigo e mostrar ao mundo que ela é uma fraude.
Dicas de sites:


http://www.feminismo.org.br